Como acontece todos os dia 2 de novembro de cada ano, a data de hoje, se lembra o que a Igreja chama oficialmente , de Dia dos Fiéis Defuntos, ou Dia dos Finados .

Como de hábito em Tianguá - Região do Planalto da Ibiapaba-   cidade localizada a 320 quilômetros da capital e a 780 metros acima do nível do mar , muitas pessoas acorrem  desde cedo aos cemitérios,  afim de visitar os túmulo de seus entes queridos.

O Cemitério Sant ' Ana é também chamado de cemitério velho e central é o mais procurado. Muitos jazigos são visitados , para prestar uma homenagem , uma lembrança aos seus parentes e amigos já falecidos.

Pregação do Pe Carlos durante a Celebração Eucarística no Cemitério Sant ' Ana em Tianguá 

A paróquia Sant ' Ana , celebra missas pela manhã as 7:30 e as 17:00. Desde cedo, um grande números de moradores , vistam os túmulos , levam flores , oram , cantam, enfim , expressam sua manifestação de amor e saudade, As 7:30 o  pároco ,Padre Carlos Alberto,  presidiu a primeira celebração eucarística num altar localizado no setor mais alto do cemitério. 

" Venho todos os anos, tenho certeza que Deus é amor e que acolheu a alma de meus pais e parentes próximos " Disse a sra Maria Graça dos Santos, que reside no bairro Dom Timóteo em Tianguá. " Saio daqui muito confortada, com a visita e participando da Missa ". Pontuou a senhora debaixo de um sol forte , muito vento e um céu azul.

As vistas acontecem durante todo o dia.Na parte da tarde , muitos acorrem ao local, as 15:00 e no final do período ,onde a segunda Missa é celebrada, as 17:00.

Outro cemitério muito visitado , é o Campo Santo Francisca Carla , entre os bairros Santo Antônio e Santo Expedito ( Antigo Aeroporto ), onde será celebrada,uma missa as 18:00 ( hora local ).

Por : Ronald Pinheiro / 

No site da Comunidade Católica Canção Nova , tem uma breve formação sobre o dia dos Fiéis Defuntos. Vamos a ela : 

Hoje não é dia de tristezas e lamúrias, e sim de transformar nossas saudades, e até as lágrimas, em forças de intercessão pelos fiéis que, se estiverem no Purgatório, contam com nossas orações

Neste dia ressoa em toda a Igreja o conselho de São Paulo para as primeiras comunidades cristãs: “Não queremos, irmãos, deixar-vos na ignorância a respeito dos mortos, para que não vos entristeçais como os outros que não tem esperança” ( 1 Tes 4, 13).

Sendo assim, hoje não é dia de tristezas e lamúrias, e sim de transformar nossas saudades, e até as lágrimas, em forças de intercessão pelos fiéis que, se estiverem no Purgatório, contam com nossas orações.

O convite à oração feito por nossa Mãe Igreja fundamenta-se na realidade da “comunhão dos santos”, onde pela solidariedade espiritual dos que estão inseridos no Corpo Místico, pelo Sacramento do Batismo, são oferecidas preces, sacrificios e Missas pelas almas do Purgatório. No Oriente, a Igreja Bizantina fixou um sábado especial para orações pelos defuntos, enquanto no Ocidente as orações pelos defuntos eram quase geral nos mosteiros do século VII; sendo que a partir do Abade de Cluny, Santo Odilon, aos poucos o costume se espalhou para o Cristianismo, até ser tornado oficial e universal para a Igreja, através do Papa Bento XV em 1915, pois visava os mortos da guerra, doentes e pobres.

A Palavra do Senhor confirma esta Tradição pois “santo e piedoso o seu pensamento; e foi essa a razão por que mandou que se celebrasse pelos mortos um sacrifício expiatório, para que fossem absolvidos de seu pecado” (2 Mc 2, 45). Assim é salutar lembrarmos neste dia, que “a Igreja denomina Purgatório esta purificação final dos eleitos, que é completamente distinta do castigo dos condenados” (Catecismo da Igreja Católica).

Portanto, a alma que morreu na graça e na amizade de Deus, porém necessitando de purificação, assemelha-se a um aventureiro caminhando num deserto sob um sol escaldante, onde o calor é sufocante, com pouca água; porém enxerga para além do deserto, a montanha onde se encontra o tesouro, a montanha onde sopram brisas frescas e onde poderá descansar eternamente; ou seja, “o Céu não tem portas” (Santa Catarina de Gênova), mas sim uma providencial ‘ante-sala’.

“Ó meu Jesus perdoai-nos, livrai-nos do fogo do Inferno. Levai as almas todas para o Céu e socorrei principalmente as que mais precisarem! Amém!”

Reportagem : Ronald Pinheiro Langbeck / Voz do Repórter 

 

 

 

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